Tabela de Classificação de Óleos Lubrificantes Explicada

Descomplica os códigos e siglas das tabelas técnicas de lubrificantes, explicando o que significam os números (ex.: 5W30, 15W40) e como afetam o desempenho.
Compartilhar

Quem trabalha com manutenção automotiva ou industrial já se deparou com a tabela de classificação de oleos lubrificantes. Esse sistema não é apenas um conjunto de códigos e números, mas uma forma organizada de traduzir as propriedades e o desempenho de cada óleo.

Saber interpretar essas classificações é essencial para escolher o produto certo e garantir que motores e máquinas funcionem com eficiência e segurança.

Neste guia, preparado pela Synthetic Lubrificantes, vamos explicar como funcionam as principais tabelas, o que significam as siglas e códigos, como interpretar as informações e por que esse conhecimento é indispensável para oficinas, auto centers e indústrias.

O que é a tabela de classificação de óleos lubrificantes

A tabela de classificação de óleos lubrificantes é um sistema criado por entidades internacionais para padronizar informações sobre viscosidade, desempenho, resistência e adequação de cada produto.

Essas tabelas permitem que consumidores e técnicos escolham o óleo correto para carros, caminhões, motos ou equipamentos industriais, evitando erros que podem comprometer todo o sistema.

Em resumo, elas funcionam como um manual universal, conectando fabricantes, distribuidores e usuários.

Por que a classificação é importante

Motores modernos exigem óleos cada vez mais específicos. Um simples erro na escolha pode causar superaquecimento, formação de borras e até quebra de peças.

A tabela de classificação de óleos lubrificantes elimina essa margem de erro ao indicar com clareza se o produto atende às exigências técnicas de cada aplicação.

Para as oficinas e auto centers, seguir essas tabelas é também uma forma de transmitir confiança aos clientes e evitar problemas de garantia com montadoras.

Principais sistemas de classificação

Existem diferentes sistemas de classificação reconhecidos mundialmente. Entre os mais usados estão SAE, API e ACEA.

SAE – viscosidade

A classificação SAE (Society of Automotive Engineers) organiza os óleos de acordo com sua viscosidade. Termos como 5W30, 10W40 e 15W50 vêm dessa escala.

O número antes do “W” indica a fluidez em baixas temperaturas. O número depois mostra o comportamento em altas temperaturas.

Essa tabela ajuda a identificar qual óleo mantém o equilíbrio certo em diferentes condições de clima e uso.

API – desempenho

A API (American Petroleum Institute) estabelece padrões de desempenho. Para motores a gasolina, usa-se a letra S, e para motores a diesel, a letra C. Quanto mais avançada a segunda letra, mais moderno é o óleo. Um API SN, por exemplo, é mais recente que um API SL.

ACEA – normas europeias

A ACEA (Associação Europeia de Construtores de Automóveis) traz classificações como A3/B4 ou C3. Cada código representa a adequação a motores leves, pesados ou que possuem sistemas de pós-tratamento de emissões.

Como interpretar a tabela de classificação de óleos lubrificantes

Interpretar a tabela exige atenção a três fatores principais: viscosidade, desempenho e homologações específicas. Primeiro, é importante entender qual viscosidade o fabricante recomenda no manual do veículo.

Depois, verificar a classificação API ou ACEA que o óleo atende. Por fim, confirmar se existem exigências adicionais, como homologações de montadoras.

Ao unir essas informações, fica claro qual óleo é o mais adequado para cada situação.

Exemplos práticos

Imagine um carro que no manual pede óleo 5W30 API SN. Se a oficina utiliza um 10W40 API SL, está usando um óleo mais espesso e de tecnologia inferior. O motor pode funcionar, mas estará sujeito a desgaste prematuro e consumo maior.

No setor industrial, um compressor que exige óleo ISO VG 68 não pode receber outro de viscosidade diferente sem comprometer a eficiência do equipamento. Esses exemplos mostram como a tabela de classificação de óleos lubrificantes orienta escolhas corretas.

Aplicações automotivas

No mercado automotivo, a tabela de classificação de óleos lubrificantes é utilizada em carros de passeio, veículos pesados e motocicletas. Cada segmento exige características diferentes.

Carros de passeio precisam de óleos que suportem tráfego urbano e partidas frequentes. Caminhões necessitam de produtos de alta resistência, capazes de operar em longas distâncias sob carga pesada.

Já as motocicletas exigem lubrificantes que lidem com rotações elevadas e muitas vezes com câmbio integrado ao motor.

Aplicações industriais

A tabela não é exclusiva do setor automotivo. Indústrias utilizam essas classificações para definir óleos de compressores, sistemas hidráulicos e maquinário pesado. A escolha incorreta pode causar paradas inesperadas, perda de produtividade e altos custos de manutenção.

Por isso, engenheiros e gestores industriais dependem dessas tabelas para tomar decisões seguras.

Benefícios de seguir corretamente a classificação

Seguir a tabela de classificação de óleos lubrificantes garante melhor desempenho, menor consumo de combustível e redução de falhas mecânicas.

Também preserva a garantia de fábrica, já que montadoras exigem que o óleo esteja dentro das especificações recomendadas. Além disso, aumenta a vida útil dos equipamentos e reduz custos com manutenção corretiva.

Erros comuns ao interpretar as tabelas

Um erro frequente é escolher o óleo apenas pela viscosidade, ignorando a classificação de desempenho. Outro é usar produtos de procedência duvidosa, que dizem atender às normas, mas não possuem certificações reais.

Também é comum oficinas não atualizarem suas práticas e continuarem usando classificações antigas em motores modernos.

O diferencial da Synthetic

A Synthetic Lubrificantes trabalha com produtos que seguem rigorosamente a tabela de classificação de óleos lubrificantes. Cada linha é desenvolvida para atender às principais normas internacionais, garantindo compatibilidade com veículos e máquinas modernas.

A empresa realiza testes laboratoriais, possui certificações e investe em inovação constante, oferecendo aos clientes confiança e suporte técnico.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O que significa 5W30 na tabela de classificação de óleos lubrificantes?

É a indicação de viscosidade. O número antes do W mostra a fluidez em baixas temperaturas e o número depois representa a resistência em altas.

2. Qual é a diferença entre API e ACEA?

A API é americana e a ACEA é europeia, mas ambas avaliam o desempenho do óleo em diferentes tipos de motores.

3. Posso usar óleo de classificação diferente da indicada no manual?

Não é recomendável. Isso pode comprometer o motor e até a garantia do veículo.

4. A Synthetic segue essas classificações em seus produtos?

Sim. Todos os óleos da Synthetic atendem às principais normas, garantindo confiabilidade.

5. A tabela de classificação de óleos lubrificantes serve também para máquinas industriais?

Sim. Ela é usada em compressores, sistemas hidráulicos e maquinário pesado para definir a viscosidade e desempenho adequados.